Por Upsocl
23 febrero, 2021

Jonathan foi roubado de sua casa, em Bogotá, na Colômbia, quando tinha apenas 3 anos de idade. Se passaram mais de três décadas até que voltou para a sua casa.

O amor entre uma mãe e seu filho é eterno. Mesmo que passem os anos, um longe do outro, não poderão se esquecer nunca, porque existe uma conexão que só eles entendem. Isso essa mãe sabe muito bem, que pôde se reencontrar com o seu filho 32 anos depois dele ter desaparecido, e não deixou de esperá-lo.

Todo o drama começou em um dia do ano de 1987, quando o pequeno Jonathan, com 3 anos de idade, brincava com o seu outro irmão, Alfonso (7 anos), nas ruas do bairro Minuto de Dios, em Bogotá, na Colômbia. Foi nesse momento quando um homem lhes convidou para ir com ele comprar doces e os levou para sempre.

Segundo noticiou “El Tiempo”, toda a cena foi presenciada pelo outro irmão, Juan Jiménez, que nesse momento tinha 5 anos. Jonathan não apareceu mais, esse foi o detonante do problema. A sua mãe o buscou com desespero, sem sucesso.

Era um assunto complicado porque o menino tinha nascido em sua casa e não estava registrado. “Nesse momento senti uma dor que somente Deus e algumas pessoas sabem, os outros só julgam e criticam. Somente eu guardo essa dor”, contou Ana Jiménez em conversa com El Tiempo.

Desde esse 25 de setembro, a jovem de apenas 22 anos de idade sentiu como se tivesse perdido um pedaço de sua vida. E a cada ano, só se somava mais dor a sua carga, que não podia soltar.

Bård Bøe

O homem que levou o menino foi Camilo Guzmán, amigo da companheira sentimental de Ana, que era um sargento da polícia. Foi o próprio Camilo quem confessou para a mãe, em 1994, que ele tinha pego o menino por ordens de sua companheira.

“Me veio dizer que tinham levado o menino para os Estados Unidos e que estavam bem que ele ia estar melhor do que comigo, pois estava com uma família endinheirada”, disse Ana.

Bård Bøe

“Eu tinha a ilusão de que algum dia o ia ver, nunca saí de casa porque algum dia o meu filho ia chegar feito um ‘biscoito’”, lembrou, ao admitir que esperava em algum momento reencontrar o seu pequeno.

Foi Juan, um dos irmãos de Jonathan quem decidiu se encarregar das buscas com as suas próprias mãos. Em 2007, já grande, Juan pôde ir estudar nos Estados Unidos, com a esperança de também poder encontrar o seu irmão.

Bård Bøe

Após várias tentativas, inclusive a través da família de Camilo, não pôde conseguir nada. O seu único avanço foi em 2018, quando fez contato com uma companhia de DNA chamada My Haritage, que ofereciam dar kits de DNA para pessoas em busca de um familiar. Enviou a sua história, recebeu o kit e participou.

Sem perder a fé, depois de tantos anos, recebeu um e-mail no dia 2 de dezembro de 2019, que vinha do seu irmão, que ainda estava com dúvidas de se comunicar com algum familiar. Ele também tinha pego o mesmo kit de DNA.

“Oi! Eu sou John, de 34 anos, e atualmente vivo na Noruega. Fui adotado em um orfanato da Colômbia quando tinha 4 anos. Não tenho família conhecida, o que é parte da razão pela qual fiz este exame. O resultado sugere que você é meu irmão, tio ou sobrinho”, declara a nota de Jonathan.

“A não ser que você também seja adotado, parece que eu estou muito próximo de encontrar mais informação sobre o que aconteceu comigo na Colômbia nos anos 80!”, continuava o e-mail.

No entanto, ainda que parecesse o sinal que tanto tinha esperado, Juan pensou que se trataria de um familiar por parte do seu pai, que nunca conheceu. Além disso, segundo as suas contas, não encaixava que dizia o resultado.

Bård Bøe

Mas, ao continuar conversando e trocar fotos, descobriu que sim, era o seu irmão, enquanto este contava a versão de sua vida, porque nunca soube que foi roubado. “Ele cresceu pensando que sua mãe e o seu pai havia jogado ele na rua, mas nunca soube que o haviam roubado”, disse Juan.

Tudo foi uma surpresa para a sua mãe. “Meu filho me chamou. Eu estava aqui em casa, ele orou por mim e depois disse: mãe, o encontrei. E eu lhe disse: Jonathan! E meu filho: sim. Quando desliguei gritava, dando graças a Deus, brincava, subia, descia, chamei minha família e meus amigos”, contou Ana.

Primeiro, Juan viajou para a Noruega para ver o seu irmão depois de mais de três décadas. Desde aí combinaram o reencontro com a sua mãe. Em 7 de janeiro de 2020, chegaram na Colômbia e no dia seguinte foram encontrar a família.

Bård Bøe

“Nessa primeira vez que o vi eu tremia, toda a família estava receosa de que não fosse dar em nada, as pernas não me aguentavam, eu estava parada com a placa de boas-vindas e sentia que desmoronava”, disse Ana.

“É um milagre porque onde ele estava era difícil de encontrá-lo, isso não foi mais do que um trabalho de Deus e Ele guiou o meu filho, porque encontrá-lo era como encontrar uma agulha no palheiro”, acrescentou.

Bård Bøe

A espera de 32 anos terminou, a família tirou um peso de cima dela e agora Jonathan está descobrindo tudo aquilo que lhe foi negado por décadas, se sentindo bastante feliz.

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