Por Upsocl
24 noviembre, 2020

“Só porque você é gay, você não vai educar seu filho melhor ou pior”, disse Gabriel, que foi adotado quando tinha apenas 2 anos. “Gosto de como eles me educaram”, disse.

Se ainda existe o preconceito de que pais do mesmo sexo que adotam e criam um filho é uma má opção, esse é mais um testemunho de que a sexualidade não tem nada a ver com a educação e a formação de um filho. O bom desenvolvimento como pessoa não vai depender da orientação sexual, mas dos valores que são transmitidos.

Gabriel é um jovem que foi adotado quando tinha apenas dois anos por um casal gay. Depois de um longo processo de adoção, David e Jesús conseguiram trazer seu filho da Rússia para a Espanha para formar uma família. Agora, que ele já está grande, conta que sua educação sempre foi a melhor.

Freeda

“Por ser gay, você não vai educar melhor ou pior seu filho, depende de como você é, não da sua sexualidade”, comentou Gabriel em conversa com Freeda.

Freeda

“Eles me educaram para saber como me comportar e respeitar as pessoas, sempre tivemos aquela confiança de falar do que quer que seja, de perguntar qualquer coisa, mesmo que às vezes me sinta um pouco envergonhado”, comenta.

Freeda

É cada vez mais comum ver crianças criadas por casais da comunidade LGTBI, graças ao fato de tabus terem sido quebrados. Casos como o de Gabriel mostram que também não é um erro, além disso, outros estudos revelaram que os filhos de casais homossexuais são melhores no nível educacional.

“Quando descobrem que eu tenho dois pais, me perguntam como é não ter mãe, e bom, o que eu sempre digo é que em vez de eu ver calcinha, vejo cuecas apenas, mas isso é a única diferença”, disse Gabriel.

Freeda

E, quando teve a oportunidade de estudar um ano de intercâmbio na Irlanda, viveu com uma família tradicional, onde pôde constatar que o comportamento e a educação que recebeu em sua própria casa não foram diferentes. Isso o deixa orgulhoso dos seus pais.

“Gosto muito da forma como me educaram, de como falam comigo, de que se orgulham do que fizeram, da sua criação”, disse.

Freeda

Gabriel, assim como seus pais, se tornou um ativista da comunidade LGTBI, para levar seu depoimento a quem ainda vê com preconceito a adoção de crianças por casais homossexuais.

Puede interesarte