Por Upsocl
3 septiembre, 2021

Cientistas do European Journal of Archaeology descobriram que a tumba encontrada na Finlândia tinha 1.000 anos de antiguidade. Isso, segundo eles, demonstra que as sociedades medievais “tinham foco e conhecimentos muito moderados das identidades de gênero”.

Sempre se acreditou que as sociedades antigas eram muito fechadas com respeito aos papéis de gênero e estes estavam restritos unicamente a homens e mulheres. No entanto, uma descoberta recente feita por arqueólogos na Finlândia poderiam contradizer essa teoria.

É que, segundo informação do The Guardian, cientistas do European Journal of Archaeology realizaram estudos em uma tumba de 1.000 anos de antiguidade em Hattula, uma região ao sul do país nórdico.

Veronika Paschenko

Os cientistas tiveram uma surpresa, já que apesar de tratar de se uma tumba da Idade do Ferro, esta continha objetos que poderiam corresponder a um cadáver de uma pessoa não binária, sem um gênero definido.

Esta tumba foi estudada pela primeira vez em 1968, cuja expedição obtiveram joias e broches, assim como também roupas que as mulheres usavam naquela época. Mas, junto com isso, encontraram uma espada, arma que representa a masculinidade desses anos, já que os guerreiros eram em sua maioria homens.

Finnish Heritage Agency

Nesse momento se acreditou que tinham sido enterradas duas pessoas ali, um homem e uma mulher. No entanto, com o passar dos anos e o avanço da tecnologia, os testes de DNA estabeleceram que se tratavam dos restos de uma só pessoa.

Ao que parece, a pessoa que tinha sido enterrada naquela tumba medieval poderia ter a síndrome de Klinefelter, em que os homens nascem com uma cópia extra do cromossomo X, o que se pode notar por sua aparência física, com quadris mais largos e testículos menores.

Finnish Heritage Agency

Segundo escreveram no estudo, os cientistas acreditam que “o contexto geral da tumba indica que se tratava de uma pessoa respeitada cuja identidade de gênero poderia ter sido não binária”.

Para os responsáveis pelo estudo se trata de um achado muito relevante, já que levando em conta que se tratava de um “entorno ultra masculino da Escandinávia medieval jovem”, esta pessoa apesar de ter características femininas e masculinas, “não só foi aceita, como também valorizada e respeitada”.

Veronika Paschenko

Isso demonstra, para os cientistas, que as sociedades medievais “tinham um enfoque e entendimentos muito moderado sobre as identidades de gênero”.

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