Por Upsocl
22 mayo, 2020

“Acredite em mim, não ficaríamos pelados se tivéssemos um uniforme completo” disse um médico para a imprensa local. E com a polêmica, mais fotos de Nadia foram divulgadas. Certamente ela já tem os seus fãs.

A enfermeira russa que foi vista vestindo somente roupas íntimas por debaixo de um jaleco transparente, enquanto atendia pacientes com COVID-19, já não será mais punida, como se disse inicialmente , porque ela tinha uma forte razão para não cumprir com a norma: há escassez de uniformes e materiais para o pessoal da saúde.

Nadia, esta enfermeira de 23 anos, teve que vestir apenas um jaleco transparente diante da falta de recursos nesta emergência sanitária, no entanto, não o ignorou e se tornou um viral nas redes sociais depois de um paciente tê-la fotografado, Por isso, no princípio, as autoridades tinham anunciado uma punição contra ela.

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Depois das confusões sobre este caso que se tornou tão popular, os médicos do Hospital Clínico Regional de Tula, no oeste da Rússia, revelaram que a verdadeira razão foi a falta de uniformes médicos.

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Depois desse acontecimento, pesou sobre Nadia uma enorme pressão, no entanto, graças ao apoio de seus colegas, a punição foi eliminada. De fato, isto, além de um mal entendido, fica como um precedente de que o quadro médico não conta com os recursos suficientes.

Sergey Butry

“Simplesmente, não temos nada para colocar. Não há uniformes suficientes, o que, segundo as regras, devem ser usados debaixo de nossos jalecos protetores. Acredite em mim, não ficaríamos pelados se tivéssemos um uniforme completo”, disse um médico ao meio local Komsomolskaya Pravda, segundo contou o Daily Mail.

“Ela não merecia nenhum castigo. O mais provável é que se desse conta de que o jaleco era transparente, mas decidiu vesti-lo de todas as maneiras porque é muito difícil usar estas roupas durante muito tempo. E o principal é que ela ajudou os pacientes com coronavírus. Não foi correto um paciente tirar uma foto dela. A incriminou quando ela estava ajudando ele”, acrescentou. 

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O pessoal da saúde se uniu nesta causa que considerava justa. É verdade que estes especialistas arriscam diariamente suas vidas para frear a pandemia do COVID-19, com poucos recursos, para serem punidos por uma falta de responsabilidade das autoridades de saúde, como é a distribuição de uniformes. Ela não está assustada com a situação.

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“Não tenho medo, é meu trabalho. Sempre quis ajudar as pessoas, colaborar com benefícios, e por isso entrei na medicina”, disse Nadia.

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A chefe do hospital, a doutora Anna Savishcheva, afirmou que Nadia não seria castigada e que manteria do trabalho dela. Enquanto o próprio governador de Tula, Alexey Dyumin, a visitou para esclarecer a situação.

No final das contas, Nadia cumpria somente o seu trabalho com as ferramentas que tinha em mãos.

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