Por Upsocl
14 septiembre, 2021

O ex-fuzileiro naval Paul “Pen” Farthing subiu em um voo privado com todos os animais de sua instituição Nowzad e chegaram saudáveis e salvos a Londres, mas os talibãs impediram que a equipe da organização viajasse com ele. Além disso, algumas autoridades o criticaram por “privilegiar” vidas animais antes das vidas humanas.

Na semana passada, contamos a vocês sobre os esforços que estava fazendo o ex-fuzileiro naval inglês Paul “Pen” Farthing para levar os quase 200 animais de sua instituição Nowzad, localizada em Kabul (Afeganistão), de volta ao Reino Unido.

Depois de vários dias de solicitações — e, inclusive, várias polêmicas com o ministro da Defesa britânico —, Farthing conseguiu que lhe dessem a permissão para transportar tantos os animais como também o pessoal da protetora, mas na hora da verdade as coisas não foram tão fáceis como se viam no papel.

PA

Quando Pen chegou ao aeroporto da capital afegã conseguiu subir os 100 cachorros e 70 gatos ao voo privado que ele mesmo tinha contratado para o traslado, mas lamentavelmente 24 membros de sua equipe foram interceptados pelo controle talibã no aeroporto e lhes foi negado a permissão para deixar o país.

Depois de fazer uma escala em Mascate, capital do Omã, Farthing e seus animais chegaram sãos e salvos a Londres. Por sua vez, o ex-fuzileiro naval embarcou imediatamente em outro voo para Oslo (Noruega) para se encontrar com a sua esposa, enquanto os animais ficaram em quarentena no território britânico, à espera de poderem ser trasladados para outro lugar.

“Chegamos a Heathrow [aeroporto de Londres] com sucesso parcial da #OperaçãoArca. Sentimentos encontrados e uma sensação real de tristeza pelos afegãos atualmente (…) consegui ver de primeira fonte a compaixão que Heathrow está mostrando aos refugiados”.

—Paul “Pen” Farthing no Twitter—

Nowzad

É bem verdade que o resgate dos animais foi um sucesso, a verdade é que o panorama não se vê muito mais claro tanto para eles como também para Farthing. A chegada dos animais foi polêmica para várias autoridades, que consideram inapropriado que vários dos recursos destinados à avaliação fossem usados para trasladar animais ao invés de pessoas.

De fato, em Kabul ainda restam 150 cidadãos britânicos e 1.100 afegãos que colaboraram com os britânicos nestes trabalhos, coisa em que Tom Tugendhat, ex-soldado e membro do Comitê de Assuntos Estrangeiros, foi teimoso.

“A dificuldade é mover as pessoas desde e para o aeroporto e acabamos de usar um montão de tropas para subir 200 cachorros em um avião. Enquanto isso, é possível que assassinem a família de minha intérprete. Assim como me perguntou há alguns dias, por que meu filho de cinco anos vale menos que um cachorro?’”

—Tom Tugendhat para Daily Mail

EPA

Por outra parte, Farthing recebeu a triste notícia de que seus animais deverão fazer uma quarentena muito estrita uma vez que ele chegue de volta para a Grã-Bretanha, de uns quatro meses no total. Além disso, se algum destes animais traz uma doença ou outro perigo desse tipo, deverá ser sacrificado segundo a lei local.

“Pen” agora mesmo está vendo a possibilidade de subir o pessoal da sua equipe a algum avião para salvá-los e assim também agradecer o trabalho que eles têm feito com os animais, mas essa novela está longe de acabar logo.

Nowzad

Mesmo que haja cautela, esperamos de coração pelo melhor dos finais!  

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