Por Upsocl
19 noviembre, 2021

Brisa tinha só sete meses quando 88% do seu corpo foi queimado enquanto dormia. Mesmo que a sua luta não tenha sido fácil, hoje a esportista e modelo aceita como é, assegurando que “não faria um transplante de rosto”.

Quando tinha sete meses esteve à beira da morte, tudo depois de que um incêndio ocorresse em sua casa de Salta, Argentina, e fosse vítima das chamas. Cerca de 88% do seu corpo sofreu graves queimaduras, o que significou uma vida de lutas, enfrentar prejuízos e perseguir os seus sonhos. Hoje Brisa pode dizer que está conseguindo.

Como motivo do Dia da Prevenção de Queimaduras, o Hospital Garrahan decidiu compartilhar a história de Brisa, esta garota de agora 21 anos, que aproveita os triunfos no esporte e um futuro da modelagem.

Hospital Garrahan

Apesar de que Brisa conte que muitos meninos e meninas, que como ela, tiveram graves acidentes e têm queimaduras muito visíveis, tentam se esconder, mas ela não queria. Mesmo com os olhares estranhos a tenham seguido durante toda a vida, ela aprendeu a superar a vergonha para acabar com a estigmatização.

Hoje, eu me olho no espelho e me agrada”, disse Brisa ao site do hospital Garrahan, a instituição que salvou a sua vida”.

Após o acidente, que afetou regiões muito sensíveis, como a cabeça e os braços – inclusive um deles foi amputado – Brisa sempre volta a contar a sua história para inspirar os outros.

Atualmente, a jovem de 21 anos coleciona uma série de medalhas como corredora que ganhou nos Juegos Nacionales Evita, nas provas de 100 metros rasos e com barreira. Uma modalidade que lhe permitiu ser independente, recuperar a sua confiança e encontrar a sua paixão.

Concurso de beleza

No entanto, em 2020 também decidiu enfrentar o desafio da modelagem. Em meio à pandemia uma foto dela se tornou viral e conseguiu chamar a atenção do concurso Miss Beleza Mundial.

No concurso, o primeiro do tipo que participou, recebeu três reconhecimentos: o prêmio de fotografia mais votada nas redes, a senhorita Simpatia e a Mulher mais Forte. Além disso, foi contratada por uma agência de modelos em Salta para perseguir o seu sonho e poder se dedicar profissionalmente a ele.  

Hospital Garrahan

Mesmo que a luta para conseguir os seus sonhos tenha sido difícil, hoje Brisa se sente segura e longe da discriminação com ela: “Olho para trás até que deixem de olhar. Ninguém é mais nem menos que o outro, todos somos iguais”.

Além do esporte e da modelagem, Brisa quer estudar educação física e se especializar no ensino para crianças com deficiências. “Aprendi a defender o meu, mas nem todo mundo tem a mesma possibilidade. Então quero ajudar de alguma maneira”, disse a futura mestre.

Exemplo de força e segurança!

Puede interesarte