Por Upsocl
27 mayo, 2022

Silvia Jácome nasceu como um homem mexicano, mas sempre se sentiu mulher e ser trans foi sua saída. Agora, aos 67 anos, vive feliz, amando outras mulheres porque seus gostos não mudaram.

O mundo muda a cada dia e com isso, também a cultura, pois com o passar do tempo, as pessoas podem se expressar livremente sobre como se sentem ou o que são. Para muitos pode ser confuso, mas parafraseando uma música, nem tudo é preto no branco porque existem nuances. 

Quem já viveu tudo isso é Silvia Jácome, uma mulher trans mexicana que passou por um longo processo para dizer quem ela é no mundo.

Infobae LGBT+

Para quem não a conhece, ela é formada em Comunicação e professora de educação sexual, além de ser também muito apaixonada por rugby. Ela conseguiu ser a única pessoa no México a jogar na liga principal nas categorias masculina e feminina, além de ser uma ativista trabalhadora da comunidade LGBTQ+.

Aos 67 anos, ela lembra como na infância sempre teve atitudes relacionadas ao feminino, para depois crescer e descobrir que era uma mulher trans.

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O que parecia incompreensível para parte de sua família não era que ela se sentisse mulher, mas que além de ser trans era lésbica, ou seja, gostava de mulheres. Uma das pessoas que sem medo lhe perguntou o que estava acontecendo foi sua mãe, que certa vez lhe disse: “Por que você se tornaria uma mulher, se você ia gostar de mulheres?”, mas entendia que tudo era parte da sua própria incompreensão.

“A primeira foi minha mãe (…) lembro que depois de um tempo minha mãe me perguntou se agora eu teria namorado ou marido. Quando falei para ela que não, que eu ainda gostava de mulheres, ela quase teve um ataque cardíaco. Ela me disse então que por que havia ‘deixado de ser homem’. Também em uma ocasião em que lhe disse que à noite sairia com alguns amigos para jogar bilhar e beber cerveja, ele me perguntou por que eu havia mudado, se de qualquer forma eu ainda fazia ‘coisas de homem’”.

–Silvia Jácome, a Infobae

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Mas para ela isso não é um problema, como ativista sua missão é criar entendimento entre outras pessoas, desde que o respeito esteja presente. Ela garante que ser mulher a ajudou em muitos aspectos em sua vida, pois agora conhece a verdadeira felicidade e sempre que se vê no espelho consegue se reconhecer.

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Vamos torcer para que ela viva o resto da sua vida da mesma maneira, feliz, sem importar o que os outros digam.

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