Por Upsocl
19 noviembre, 2020

Muitas mulheres jovens estão optando por não terem filhos. Elas acreditam que não precisam da maternidade para se definirem como mulheres bem-sucedidas e realizadas.

À medida que entramos na segunda década do século 21, a característica predominante desses tempos é o surgimento de uma série de formas alternativas de vida. Principalmente porque a internet nos dá todas as informações do mundo ao nosso alcance, uma pessoa pode pesquisar até encontrar o conselho que procura, em relação às suas opções de vida. Já não existe uma única opção de viver: hoje cada pessoa pode ter uma combinação de estilos de vida, que dão origem ao seu próprio estilo.

Gastón Taylor

Uma das coisas que mais chama a atenção nessas escolhas de vida, sem dúvida, é a nova forma de abordar as questões familiares. A família era tradicionalmente vista como o núcleo da vida social. Cada pessoa agia de acordo com a sua própria vida quando eram crianças e, então, partia para criar seu próprio núcleo familiar quando chegasse a maioridade.

Gastón Taylor

Hoje em dia isso não é tanto uma necessidade, sim uma opção, o que tem levado algumas mulheres a tomarem a decisão de simplesmente viverem suas vidas sem filhos.

Gastón Taylor

Ailín Cubelo Naval, da Argentina, ganhou as manchetes por contar sua história ao Infobae. Nele, ela detalha sua decisão de recorrer à laqueadura, um método totalmente eficaz para a mulher perder a possibilidade de ter filhos. O que é impressionante em sua decisão é que Ailín tem apenas 22 anos:

“Para algumas pessoas o desejo de ser mãe é natural, para mim era natural não ser mãe. Fiz a cirurgia porque não quero ter filhos, nem agora nem nunca.

Quando me perguntavam se eu queria ser mãe, respondia sempre ‘depois dos 30’ ou ‘só quero um’. Como não percebia que talvez não quisesse ser mãe, dava desculpas ou ia atrasando.”

–Ailín Cubelo Naval para Infobae

Gastón Taylor

Sua decisão se junta à de muitas outras mulheres, que decidiram assumir um papel um pouco mais ativo nas decisões sobre a maternidade. Denunciar que os poderes constituídos, assim como a sociedade dominada pelos homens, colocam sobre seus ombros o mandato de ter e criar filhos. Diante disso, algumas delas, como Ailín, simplesmente decidiram que não querem. Mas conseguir isso, não foi tão simples assim:

“Falei para o ginecologista que queria fazer a cirurgia e ele disse que não, que voltasse depois de seis, sete meses, para pensar melhor porque eu era muito jovem. Que ter filhos é bom, que ele teve dois. E ele me pediu algum tipo de perícia psicológica, como uma nota do meu psicólogo para dizer que estou no meu juízo perfeito. Isso é totalmente ilegal. Saí do escritório chorando.”

–Ailín Cubelo Naval para Infobae

Gastón Taylor

É claro que, diante de sua decisão, a questão que mais preocupa Ailín é se em algum momento ela reconsiderará sua decisão. Mas ela está confiante:

“Acho que não vai acontecer, mas se me arrependo, há a opção de adotar que está mais de acordo com a minha filosofia de vida, que é não trazer mais pessoas ao mundo e atender crianças que já têm necessidades reais.

As frases que mais ressoam são ‘e quando você for velha, quem vai cuidar de você?’, ‘Para quem você vai deixar seu legado?’, ‘E quando você se apaixonará?’, ‘E quando encontrar a pessoa ideal e quer dar-lhe um filho? ‘ O tempo todo idealizando a maternidade.”

–Ailín Cubelo Naval para Infobae

Gastón Taylor

O apoio de grupos humanitários como o “Livre de filhos – Argentina” foi fundamental para que Ailín finalmente ousasse seguir em frente com sua decisão. Também indicaram um ginecologista que não teria objeções ideológicas à sua decisão, algo que era fundamental para Ailín: a pressão social não parava de persegui-la.

Depois de considerar a cirurgia garantida, ela também soube que esse procedimento quase minimizaria risco de câncer de ovário. Mas o mais importante, ela saiu com uma nova perspectiva sobre a vida:

“Estou encontrando muitas pessoas que comentam nos grupos ‘se eu tivesse essa informação quando era jovem, não teria tido filhos’. A maternidade não deveria ser uma imposição social ”, comenta. “Não julgo quem escolheu ser mãe, não saio na rua dizendo ‘ah, foi assim que ela arruinou sua vida’, ‘ela é louca’, ‘como é que ela vai ter três filhos?’

–Ailín Cubelo Naval para Infobae

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Sua história será extremamente inspiradora para outras jovens que podem se encontrar em situações semelhantes. A luta que ela teve que passar para realizar seus desejos pode assustar quem queira fazer como ela, mas que não tenha uma vontade semelhante. Para jovens assim, Ailín é a pioneira em uma forma alternativa de ser mulher no século XXI.

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