Por Upsocl
4 junio, 2021

Tessa Hansen-Smith só pode tomar banho duas vezes por mês, não consegue nadar e nem parar debaixo da chuva. “Sempre lembro que não há cura”, conta a jovem de 21 anos que vive com esta estranha doença.

Viver com doenças complicadas não é fácil e Tessa Hansen-Smith é cátedra no assunto, pois esta jovem de 21 anos enfrenta uma alergia severa que a faz intolerante à água. Sim, à água.

Apesar de muitos de nós escutarmos que “a água é vida”, para Tessa é um completo pesadelo do qual aprendeu a viver aos poucos e com muita paciência. Por exemplo, só com o fato de tomar pequenos goles de água, lhe provocam cortes em sua língua.

Instagram @livingwaterless

Ela nasceu com uma urticária aquagênica, uma rara condição da qual menos de 100 pessoas no mundo sofrem e que envolve um antígeno presente na pele que, ao entrar em contato com a água, se dissolve e dispara uma série de reações adversas como inflamação, dor e lesões como queimaduras.

Por isso, sua lista de reações é bastante longa, como também a de proibições. Tessa só pode tomar banho duas vezes ao mês, não pode aproveitar uma piscina e tampouco a chuva. Chorar lhe provoca severas irritações e isso sem falar no suor ou na saliva.

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É muito difícil lidar com esta condição. Sou alérgica a minhas próprias lágrimas, saliva e suor”, conta a universitária americana ao Mirror, que enfrenta também problemas com muitos alimentos devido a isso.

“Sofro de cansaço muscular e náuseas. O problema surge quando como algo com muita água, como frutas e verduras. Inclusive, beber água pode causar cortes em minha língua”, diz Tessa ao meio britânico.

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O diagnóstico foi dado quando ela tinha 10 anos de idade, mas a realidade é que tinha nascido com esta doença. Seus pais observavam, uma relação entre as erupções cutâneas e o banho, mas sempre pensaram que podia ser os sabonetes ou shampoos, mas jamais a própria água.

Atualmente, a jovem deve tomar nove comprimidos de anti-histamínicos por dia e ter precauções extremas para o dia em que ela tenha que tomar banho. Em sua conta no Instagram, chamada “vivendo sem água”, Tessa ensina sobre esta estranha doença.

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Assim como ela mesma diz, “sempre lembro que não há cura”.

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