Por Upsocl
10 septiembre, 2021

“Já tinha coincidido, não é a primeira vez que reage de forma violenta para se referir à comunidade LGBT”, disse o aluno identificado como Luis. Enquanto isso, Andra defendeu a sua posição e afirmou que “tive um breakdown por toda a carga emocional”.

Recentemente, as redes sociais do México foram tomadas por uma discussão a respeito dos gêneros e os pronomes de cada pessoa, depois de um incidente ocorrido durante uma aula online. Trata-se do polêmico vídeo de Andra, uma jovem não binária que pede para ser chamada como companheire, o que se tornou um viral na internet.

Aconteceu quando um dos alunos, durante uma intervenção, se referiu a Andra Mila como “companheira”, fato que fez ela intervir imediatamente para esclarecer como deve ser chamada. “Não sou sua companheira, sou companheire”, disse, chorando e de forma desesperadora porque não se identifica nem como mulher e nem como homem.

Luis HF / @luishf_5112

Sendo um assunto sensível, se tornou tendência nas redes e, inclusive, serviu para piadas, mas tem um contexto. Ainda que muitas pessoas não estejam de acordo em usar linguagem inclusiva, para aqueles que se identificam como não binários é importante falar desta maneira porque só assim se sentem integrados.

No entanto, de acordo com o relato de outro dos companheiros de Andra, não é a primeira vez que ocorre uma discussão que envolva ela e a linguagem inclusiva. Segundo compartilhou o usuário Luis HF em suas redes sociais, Andrea anteriormente tinha agido de forma agressiva e fora de lugar para visibilizar o assunto da comunidade LGBTQ+.

Luis HF / @luishf_5112

“Já tinha coincidido, não é a primeira vez que reage de forma violenta para se referir à comunidade LGBT”, disse Luis, em referência ao fato de que em outros intercâmbios de ideias, como sobre saúde mental, Andra tinha desviado do assunto para falar sobre os pronomes e como devem ser qualificadas as pessoas, ao ressaltar que “gênero não é o mesmo que sexo”.

https://twitter.com/at2ambrand/status/1430512096509370369?s=20

“A garota Andra continuava em seu afã (…) tinha umas 5 mensagens seguidas onde interrompia a aula (…) quase rotula os professores de homofóbicos”, contou Luis.

Luis HF / @luishf_5112

Luis também insistiu que não se trata de um ataque contra Andra e que o que aconteceu na aula não era com a intenção de fazer com que se sentisse mal. De fato, se pode ver como o garoto, que se enganou com o seu pronome, imediatamente retificou e se desculpou.

“Nem tudo é um ataque, tranquilo, nem todos estão contra você. Se necessitar ajuda, me diga. Ah, e por favor não cometam abuso, isso sim será outra história”, expressou.

Andra também publicou em suas redes sociais a versão que defende e insiste ao ser chamada com pronomes não binários. “Durante meus 3 semestres da universidade e, inclusive antes, no cursinho preparatório, me tratam como ela e meu pronome é ‘elx’ (…) tive um breakdown por toda a carga emocional que isso carrega”, expressou.

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