Por Upsocl
25 octubre, 2019

Observe o detalhe dos seus lábios, a cor se aprecia com claridade.

A Segunda Guerra Mundial é um episódio da humanidade que todos  queremos apagar da nossa mente, mas lamentavelmente é impossível. E hoje, 75 anos depois do ocorrido deste terrível acontecimento, tem imagens que nos fazem lembrar o terrível e cruel dano que causou o nazismo na humanidade.

Czeslawa Kwoka tinha 14 anos quando foi levada a um campo de concentração em Auschwitz. As imagens que veremos a continuação correspondem a um «Projeto Fotográfico» que realizou um dos nossos companheiros prisioneiros como experimento para os oficiais nazistas.

A ideia das imagens, de acordo com Daily Mail, era deixar um registro documental dos prisioneiros que foram levados ao campo de extermínio. Aqui se pode ver como Lúcia Czeslawa antes de ser executada e golpeada por um guarda da prisão.

Marina Amaral

Porém estas imagens tomam relevância 75 anos depois logo que uma artista brasileira resgatou as imagens e a restaurou para dar cor que, nesse momento, a fotografia ainda não tinha descoberto.

 Como também não haviam descoberto a vida de Czeslawa Kwoka que acabava de começar.

Marina Amaral

A jovem Kwoka foi deportada de sua casa junto a sua mãe na Polônia em dezembro de 1942 devido a que os nazistas «precisavam de espaço» para uma colônia. Para isso, não encontraram uma melhor solução do que transportar para Auschwitz.

As imagens mostram como a menina está a beira de lágrimas, com o cabelo raspado e o lábio partido. Possivelmente logo depois dos golpes que lhe deu o guarda da prisão. 

Graças ao trabalho de Marina Amaral, assim é como Csezlava fica nas fotografias coloridas.

Marina Amaral

Marina Amaral

Marina Amaral

O homem que fotografou, era companheiro de prisão de Czeslawa Kwoka, Wilhelm Brasse, que morreu no ano de 2012 e entregou detalhes da violência física que sofreram cada um dos prisioneiros fotografados pelo guarda do campo de concentração.

Em um documentário realizado no ano de 2005 o fotográfico e prisioneiro contou o seguinte:

«Ela chorou, porem não pude fazer nada. Antes de tirar a foto, a menina secou as lágrimas e o sangue do corte do lábio«.

Wilhelm Brasse

Auschwitz – AP

Kwoka morreu em março de 1943, apenas 3 meses depois que chegou a Auschwitz. Sua mãe, que também foi deportada, morreu somente semanas depois.

Atualmente seu retrato está em exibição em um museu Estadual Auschwitz-Birkenau.

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