Por Upsocl
5 junio, 2020

A perda do animal na Índia causou protestos internacionais. Esta técnica é utilizada para distanciar os animais selvagens de plantações.

Na região de Silent Valley Forest de Attapadi, Kerala, na Índia, uma elefanta grávida morreu depois de comer um abacaxi cheio de bombinhas na semana passada. Esta é uma técnica utilizada para os moradores locais para manter os animais selvagens longe de plantações.

O dispositivo explodiu em sua boca e proporcionou à elefanta uma dor insuportável durante dias antes de morrer de pé em um rio no dia 27 de maio.

Facebook Mohan Krishnan

No dia 5 de junho, um extrativista de borracha de 40 anos foi preso por manipular explosivos e ajudar outros a fazerem o mesmo, disse o chefe da Guarda de Vida Silvestre Surendra Kumar. No dia anterior, três suspeitos já tinham sido identificados.

O chefe de polícia do distrito de Palakkad, G. Siva Vikram, disse à televisão de Nova Délhi que “o homem preso é um extrativista de borracha. Estamos procurando por outros”.

Uma autópsia na elefanta mostrou que ela tinha cerca de 15 anos, mas dias de fome provavelmente a deixaram parecendo que era significativamente mais nova. A criatura comeu a comida com bombinhas, que explodiram em sua boca e lhe causaram “lesões traumáticas”, assegurou o Daily Mail.

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Ela não conseguiu comer e nem beber durante dias e perambulou, mesmo estando muito frágil, até um rio, provavelmente para evitar que as moscas e os insetos entrassem em suas feridas. Sua causa de morte oficial foi insuficiência respiratória depois de inalar água.

Apesar das autoridades locais terem dito inicialmente que a elefanta tinha comido abacaxi, a autópsia não conseguiu confirmar.

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A Oficial Forestal de Mannarkkad, Aashique Ali U disse ao canal de televisão: “Neste momento não sabemos com o que as bombinhas foram misturadas. Nessa região, se mistura com frutas ou gordura animal. Mas, não conseguimos encontrar nada conclusivo”.

Uma equipe de investigação especial formada por dez membros começará a rastrear os movimentos dos elefantes na sexta-feira.

As imagens da elefanta parada no rio Velivar com sua tromba e sua boca submersa com ferimentos provocaram protestos internacionais.

 

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