1,500 beagles criados e usados em experimentos científicos foram libertados em Wisconsin, e em menos de uma hora já estavam buscando carinho

Por Maried Díaz
23 June, 2026

Por mais de seis décadas, a Ridglan Farms operou em Wisconsin como uma das principais instalações de criação de cães para pesquisa biomédica. Os beagles eram a raça escolhida por um motivo específico: seu pequeno porte e temperamento extraordinariamente dócil os tornavam fáceis de manejar em ambientes de laboratório. Essa mesma docilidade — a que possibilitou anos de experimentação — foi a primeira coisa que demonstraram quando pisaram em solo livre.

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Após meses de protestos que levaram a confrontos com a polícia, gás lacrimogêneo e 29 prisões, um acordo confidencial entre a Big Dog Ranch Rescue, o Center for a Humane Economy e a Ridglan Farms selou o destino de aproximadamente 1,500 animais. A empresa, acusada de realizar procedimentos oculares que violavam os padrões veterinários estaduais, concordou em entregar sua licença estadual antes de 1 de julho de 2026 para evitar acusações criminais. O valor da transação não foi divulgado.

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Os primeiros 300 cães saíram por volta de 2 de maio de 2026. Antes de serem enviados para abrigos em todo o país, cada animal está sendo vacinado, microchipado e castrado ou esterilizado. O processo de adoção foi aberto e, em poucos minutos, mais de 700 famílias já haviam se candidatado. Trata-se, segundo as organizações envolvidas, do maior resgate de animais de laboratório da história dos Estados Unidos.

PA

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