
Cinquenta e seis horas. Foi esse o tempo que uma equipe de cirurgiões permaneceu na sala de cirurgia para concluir um dos transplantes faciais mais complexos registrados na história da medicina. Não se trata apenas de pele: o procedimento envolve transferir músculos, nervos, vasos sanguíneos, pálpebras, lábios e estruturas ósseas de um doador falecido para um receptor com desfiguração grave. Cada anastomose vascular deve ser concluída em minutos antes que o tecido perca a viabilidade. O sistema imunológico do receptor, por sua vez, tentará rejeitar o tecido pelo resto da vida, obrigando-o a tomar medicação imunossupressora permanente. Desde o primeiro transplante facial parcial em 2005, menos de 50 procedimentos foram realizados em todo o mundo.
