O corpo de María José Cristerna foi o campo de batalha de uma guerra silenciosa que durou anos, porque por muito tempo seu marido abusou dela física e psicologicamente até que um dia ela decidiu que aquela guerra havia acabado, fugiu com seus quatro filhos e começou uma nova vida, mas sabia que para se curar completamente precisava de algo mais, precisava retomar a posse do próprio corpo, o mesmo que por anos foi objeto de abuso e violência.

Ela então iniciou um processo de transformação radical que a levaria a se tornar mundialmente famosa como «The Vampire Woman», tatuando 96% da pele, implantando chifres de titânio no crânio e substituindo os dentes por presas, uma nova identidade que lhe permitiu deixar a vítima para trás e abraçar a sobrevivente, transformando a dor em arte e o medo em uma declaração de independência que o mundo inteiro podia ver.

Hoje sua imagem é reconhecida no mundo todo e, embora as opiniões se dividam, sua história tocou milhões de pessoas, porque além das tatuagens e dos implantes, o que realmente impacta é sua mensagem: «a dor não define quem você é, o que define é como você se reergue», e ela se reergueu transformada, livre e certa de que havia encontrado na modificação corporal uma ferramenta poderosa para se curar e inspirar outras pessoas a fazer o mesmo.

