Sophia Maddox tinha 22 anos quando seu pai ligou para ela. Não era uma conversa comum: Daniel Arguelles acabara de descobrir, graças a um teste do Ancestry.com, que era filho biológico de Charles Manson. Ela, cineasta em Los Angeles, ouviu a notícia e caiu em lágrimas, incapaz de processá-la completamente.

Tudo começou em 2015, quando Arguelles enviou seu DNA por simples curiosidade. A plataforma levou sete anos para conectá-lo a um meio-irmão, Michael Brunner, e foi assim que a verdade veio à tona: ele era descendente direto do homem que orquestrou os assassinatos de Sharon Tate e de outras seis pessoas em 1969. Manson morreu na prisão em 2017, sem nunca saber que tinha uma neta.

Maddox transformou essa descoberta no documentário do Hulu «My Grandfather Charles Manson», no qual ela própria aparece como codiretora. Mas realizá-lo teve um alto custo: ela agora está afastada do pai, que chegou a dizer que se arrependia de tê-la chamado de filha. Enquanto isso, ela adotou legalmente o sobrenome da avó para deixar para trás um nome que nunca escolheu carregar.

