«A Copa do Mundo não está à venda»: a declaração com que a UEFA respondeu a Infantino e ameaçou boicotar a FIFA

Por Juan Pablo González
31 July, 2026

Gianni Infantino queria vender 20% do negócio da Copa do Mundo a investidores privados. Ele ofereceu até 20 milhões de dólares a cada federação, com a promessa de chegar a 86 milhões em 12 anos. Parecia um acordo impossível de recusar.

Mas na quinta-feira, 30 de julho de 2026, numa reunião de emergência por videoconferência, as 55 federações da UEFA disseram não, todas juntas, sem exceção. E foram além: ameaçaram boicotar todos os torneios organizados pela FIFA, incluindo as Copas do Mundo, se Infantino insistir no plano. A CONCACAF, com seus 41 membros, também rejeitou a proposta, embora sem chegar ao ponto de um boicote. Até Carlos Cordeiro, assessor sênior da FIFA, renunciou e chamou o projeto de «um mau negócio para o futebol».

A FIFA respondeu no dia seguinte que «ninguém está vendendo o futebol» e que continuaria com as consultas. Mas, com a Europa, a Ásia e grande parte das Américas questionando o plano, Infantino ficou cada vez mais sozinho defendendo sua ideia.

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