A filha tinha 300 convulsões por mês, então esta mãe voltou a estudar, obteve um doutorado e ajudou a descobrir um tratamento que nunca haviam tentado

Por Matías Mora
21 September, 2026
Tracy Dixon-Salazar

Tracy Dixon-Salazar era uma mãe que ficava em casa em San Diego e não tinha diploma universitário quando sua filha Savannah teve a primeira convulsão, aos 2 anos.

Depois daquele primeiro episódio, Savannah passou cerca de seis meses sem convulsões. Mas, aos 3 anos, elas voltaram, desta vez com frequência e gravidade crescentes. Aos 5 anos, ela finalmente recebeu um diagnóstico de síndrome de Lennox-Gastaut, uma forma grave de epilepsia infantil.

Tracy Dixon-Salazar

Ao longo dos anos, as convulsões ficaram cada vez mais difíceis de controlar. Quando Savannah completou 18 anos, ela já havia tentado 26 tratamentos diferentes e podia ter cerca de 300 convulsões por mês.

Tracy decidiu que, se não conseguisse encontrar respostas na medicina convencional, teria de aprender a procurá-las por conta própria. Ela voltou a estudar, mergulhou na biologia e na neurociência e, cerca de doze anos depois de iniciar sua formação universitária, obteve um doutorado em neurobiologia na UC San Diego.

Tracy Dixon-Salazar

Durante sua pesquisa científica, Tracy participou da análise dos dados genéticos da própria filha. A equipe encontrou variantes associadas à sinalização do cálcio, uma via que poderia estar contribuindo para as convulsões de Savannah.

Com base nessas descobertas, Tracy e a equipe médica decidiram experimentar o verapamil, um medicamento normalmente usado para tratar problemas cardíacos. Em cerca de duas semanas, as convulsões de Savannah diminuíram aproximadamente 95%, e essa melhora durou anos.

Tracy Dixon-Salazar

O verapamil não cura a síndrome de Lennox-Gastaut nem funciona da mesma forma em todos os pacientes. Mas a história de Tracy mostra como uma pergunta pessoal—”Por que isso está acontecendo com minha filha?”—pode acabar se transformando em pesquisa científica.

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