Três ou quatro minutos. Foi quanto tempo Andrea Burdalo levou para ouvir a filha, Leyre, chorando do outro cômodo. Quando chegou ao banheiro, o bebê de 14 meses já tinha queimaduras em 60% do corpo: tudo, exceto as mãos, os pés e parte da boca. 😔

O que se seguiu foram dois meses no Hospital Virgen del Rocío, em Sevilha, seis operações e dois enxertos de pele. Leyre morreu em 29 de maio. O companheiro de Andrea, que não era o pai biológico da menina, disse que tinha saído para pegar uma toalha. «Num banheiro onde tudo está absolutamente ao alcance», ressaltou a mãe. Os médicos ativaram o protocolo de maus-tratos quando viram os ferimentos.

Agora a investigação aponta para um possível homicídio. Andrea quebrou o silêncio com uma frase que diz tudo: «Quero que ele acabe como a minha filha ou seja preso.»
