A China, principal produtora mundial de brinquedos sexuais, acaba de dar um novo passo na indústria: incorporar inteligência artificial aos seus dispositivos. Numa feira comercial dedicada a produtos adultos em Xangai, os fabricantes apresentaram de tudo, desde robôs de conversação erótica até dispositivos inteligentes de estimulação. «Uma única frase pode fazê-lo arrepiar», prometem os letreiros no vasto pavilhão de exposições.

Entre os novos produtos, «Luvmazer» destaca-se, uma aplicação desenvolvida por uma empresa de Cantão que oferece «encontros com personagens de IA» e transforma conversas com parceiros virtuais em pulsações de vibrador. «Agora toda a gente oferece a função de sincronizar vídeos adultos com um brinquedo sexual conectado», diz um funcionário da Amorlink, uma empresa especializada em «teledildonics», o uso da tecnologia para imitar interações sexuais humanas.

No entanto, nem tudo é inovação sem riscos. A exposição também incluiu um gerador de imagens e vídeos adultos que permite aos utilizadores inserir os rostos de celebridades ou conhecidos em conteúdo pornográfico, uma ferramenta que levantou alarmes sobre privacidade e consentimento. Os expositores estão a ser cautelosos quanto às possíveis consequências legais.

