«A metade inferior do seu corpo funciona?»: mulher em cadeira de rodas expõe a vergonhosa onda de assédio que enfrenta em aplicativos de encontros

Por Maried Díaz
10 September, 2026

Phoebe Smith tem 28 anos e usa cadeira de rodas desde os 22 anos.

Foi diagnosticada com ataxia de Friedreich aos 18 anos, uma doença neurodegenerativa que gradualmente lhe tirou o equilíbrio. Em janeiro, depois de estar solteira durante um ano, decidiu entrar no Tinder e no Hinge. No seu perfil, escreveu, com humor, que “a cadeira de rodas está incluída”. O que recebeu em troca não teve graça nenhuma.

Quase todas as mensagens que recebe, diz ela, falam do seu corpo antes de falarem dela. Perguntam se “a parte inferior funciona”, fazem piadas sobre “Meals on Wheels” ou “Transformers”, e alguém chegou a escrever que queria fazer um “cavalinho” com ela em cima. Uma pessoa no Hinge confessou diretamente ter um “fetiche” por sair com alguém numa cadeira de rodas; ela não respondeu e denunciou-o imediatamente, porque achou aquilo preocupante. Phoebe, de Canvey Island, Essex, diz que recebe pelo menos uma mensagem desse tipo por dia e que apagou e reinstalou os aplicativos repetidamente, por puro cansaço.

Ela decidiu compartilhar as capturas de tela nas redes sociais para expor as pessoas que as enviaram. O vídeo ultrapassou 900 curtidas e gerou mais de 50 comentários de pessoas indignadas com aquilo por que ela passa toda vez que tenta encontrar um parceiro.

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