Dolly Parton morreu nesta terça-feira, aos 80 anos, em Nashville. Seu sobrinho Bryan Seaver, que não era apenas da família, mas também seu chefe de segurança, anunciou a notícia em um vídeo que ela mesma havia gravado.
Há uma frase que circula em inglês há anos para descrevê-la: ela colocou o country na música country e o ouro em um coração de ouro. Não é apenas um jogo de palavras. Era exatamente quem ela era.

Vendeu mais de 100 milhões de discos. Ganhou 10 Grammys e recebeu 55 indicações. Escreveu Jolene, escreveu I Will Always Love You, escreveu 9 to 5. Foi incluída no Country Music Hall of Fame, no Nashville Songwriters Hall of Fame e no Songwriters Hall of Fame.

Mas o que a tornava querida não pode ser resumido a um prêmio. Ela criou uma biblioteca que enviou milhões de livros gratuitos a crianças que jamais a conheceriam. Doou um milhão de dólares para pesquisas médicas.
Defendeu a comunidade LGBTQ+ quando isso lhe custava caro, e fez isso sem brigar com ninguém, simplesmente acolhendo. Ficara viúva em março do ano passado. Carl Dean, seu marido por 58 anos, morreu aos 82. Eles nunca tiveram filhos, mas ela deixou milhões de afilhados, um em cada criança que recebeu um de seus livros.

A família pediu que, em vez de flores, fossem feitas doações à sua Imagination Library. A mulher que deu seu nome ao gênero que amava se foi. E o ouro foi para um coração que nunca parou de dar até o fim.

