Ninguém esperava que atravessar a fronteira terminasse dessa forma.
Em 2013, um adolescente mexicano morreu sob custódia da Patrulha de Fronteira dos EUA, em San Ysidro, San Diego, em um incidente que reabriu questões sobre como as autoridades dos EUA tratam menores migrantes detidos em suas instalações. O caso envolveu negociações jurídicas que duraram meses entre a família do jovem e o governo dos EUA.

Cruz Velázquez Acevedo carregava duas garrafas de metanfetamina líquida, das quais bebeu quatro goles sob pressão das autoridades. O adolescente morreu em menos de duas horas.

O advogado Iredale, que representou a família no processo, confirmou que as autoridades da Customs and Border Patrol concordaram em pagar 1 milhão de dólares em indenização. O valor não traz ninguém de volta à vida, mas permaneceu como o preço que o Estado atribuiu a uma vida interrompida dentro de suas próprias celas de detenção, um desfecho que expõe as condições em que migrantes menores de idade morrem nas mãos da maior agência de fronteira do país.
