Adolescente perdeu alguém querido para o câncer de pâncreas e, aos 15 anos, inventou um teste de 3 centavos com 90% de precisão

Por Josefina Reyes
8 September, 2026

Jack Andraka tinha 15 anos quando a morte lhe ensinou uma pergunta desconfortável.

Um amigo muito próximo de sua família, alguém que ele amava como um tio, morreu de câncer de pâncreas em Crownsville, Maryland, depois de passar de saudável a ficar reduzido a um esqueleto em apenas três meses. Jack buscou respostas no Google e encontrou uma estatística brutal: 85% desses cânceres são detectados tão tarde que o paciente tem apenas 2% de chance de sobreviver.

Em um artigo científico, encontrou a pista: uma proteína chamada mesotelina que aumenta nos estágios iniciais da doença. Ele teve a ideia, mas não o laboratório. Enviou 200 e-mails a pesquisadores de todo o país e recebeu 199 rejeições. Apenas a Johns Hopkins abriu as portas para ele.

Sete meses depois, com o patologista Anirban Maitra como orientador, nasceu uma tira de papel capaz de detectar o câncer em cinco minutos, com mais de 90% de precisão, por apenas 3 centavos. Em 2012, ganhou o primeiro prêmio na Intel International Science and Engineering Fair. A ciência vinha procurando essa resposta havia décadas, e ela estava com um adolescente disposto a continuar insistindo 200 vezes.

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