Joseph E. Gantt tinha 26 anos quando foi capturado na Coreia do Norte.


Era novembro de 1950, e ele lutava como sargento de primeira classe quando desapareceu em combate.
Meses depois, já prisioneiro das forças chinesas, ele morreu dentro de um campo de detenção.
Sua esposa, Clara, soube de sua captura, mas décadas se passariam antes que alguém pudesse confirmar o que realmente havia acontecido com ele.


Clara nunca se casou novamente. Ela guardou suas fotografias, suas lembranças e uma promessa que fez a si mesma: esperar por ele.
Os restos mortais de Joseph chegaram aos Estados Unidos em 2006, mas as análises forenses levaram mais sete anos para identificá-los com certeza.


Em dezembro de 2013, aos 94 anos e em uma cadeira de rodas, Clara foi ao aeroporto de Los Angeles para receber o caixão coberto pela bandeira.
Ela se levantou para vê-lo chegar. «Ele era meu marido, e eu ainda era sua esposa», disse ela.


Barack Obama contou sua história meses depois, em seu discurso do Dia da Memória de 2014.
