O caso começou em 27 de janeiro de 2023, quando Alexee Trevizo chegou ao Hospital Geral de Artesia, no Novo México, com fortes dores nas costas.
Enquanto recebia tratamento, os médicos descobriram que ela estava grávida; a então estudante de 19 anos e líder de torcida do ensino médio ainda não havia sido informada do resultado quando pediu para ir ao banheiro. Ela permaneceu lá por cerca de 20 minutos. Quando saiu, os funcionários encontraram uma grande quantidade de sangue no banheiro, e uma trabalhadora da limpeza descobriu mais tarde que o saco de lixo pesava muito mais do que o normal. Dentro estava o corpo de um recém-nascido.
O Dr. Vaskas entrou no quarto dela acompanhado por dois policiais armados e, sem aviso, revelou diante da mãe de Trevizo e da polícia o que havia descoberto. Naquele momento, a jovem ainda estava sangrando e sob os efeitos da morfina. O que ela disse então foi registrado na câmera corporal dos policiais.
Enquanto a investigação continuava e ela ainda não havia sido presa, Trevizo retomou sua vida escolar. Em 22 de abril, apenas três meses depois de o recém-nascido ter sido encontrado no hospital, ela foi ao baile de formatura com o namorado, Devyn Fierro, que, segundo o que disse à polícia, era o pai do bebê. Fotos tiradas naquela noite mostravam o casal sorrindo e se abraçando durante o evento como se nada tivesse acontecido.


Agora, a Suprema Corte do Novo México decidiu por unanimidade que essa confissão não pode ser usada contra ela. Os juízes determinaram que Trevizo não tinha a capacidade física ou mental necessária para renunciar ao sigilo médico-paciente. O julgamento por homicídio ainda está pendente, mas uma das principais provas obtidas no hospital foi excluída do processo.
