Imagine olhar para Meryl Streep e pensar: «não, essa mulher não serve». Pois é, isso aconteceu. Em um teste para King Kong, o produtor Dino De Laurentiis a viu e comentou em italiano que ela era «feia», sem saber que ela entendia perfeitamente o que ele estava dizendo.
Meryl não caiu no choro nem fez escândalo. Ela respondeu em italiano algo como: «Desculpe por eu não ser bonita o suficiente para estar em King Kong», e seguiu com a vida. Ela não conseguiu o papel, mas também não ficou presa à humilhação.

O mais incrível é que, naquele momento, ninguém poderia imaginar o que viria depois. Porque, enquanto alguns a descartavam por não se encaixar em um certo ideal de beleza, ela estava construindo uma carreira que acabaria falando por si só.
Pouco tempo depois veio Kramer vs. Kramer, o filme pelo qual ela ganhou seu primeiro Oscar. E, a partir daí, ela nunca mais parou. Ao longo dos anos, acumulou indicações, prêmios e atuações que a transformaram em uma referência absoluta no cinema.

Hoje ela tem 21 indicações ao Oscar, mais do que qualquer outra pessoa da atuação na história, e é considerada uma das maiores atrizes de todos os tempos.

Então sim, o homem tinha uma opinião (errada)… mas Meryl tinha algo muito mais importante: talento. E, no fim, foi isso que permaneceu para sempre.
