Barbie Ferreira não era apenas uma atriz de Euphoria. Para muitos, ela era a prova de que Hollywood podia acolher corpos diferentes sem exigir que eles se desculpassem por existir.
É por isso que o que aconteceu depois pareceu tão significativo. Em outubro de 2025, ela apareceu no Victoria’s Secret Fashion Show com uma silhueta visivelmente mais esbelta, e o comentário mais repetido foi uma única palavra: Ozempic.


Meses depois, em março de 2026, ela desfilou na passarela de Jean Paul Gaultier, em Paris, com uma transformação ainda mais pronunciada, desta vez também no rosto, e as redes sociais não falaram de outra coisa. Dias depois, no Oscar, o mesmo escrutínio voltou a aparecer.


Ferreira nunca confirmou nem negou nada. Mas já em 2020 e 2022, ela havia falado sobre a pressão que sentia por causa do próprio corpo, muito antes de esse corpo começar a mudar diante das câmeras.

Talvez seja por isso que esse debate não seja realmente sobre ela: é sobre por que ainda precisamos que as mulheres sob os holofotes se encaixem em algum molde, mesmo quando um dia foram a exceção à regra.
