Ele caminhava por até três horas para chegar à escola e voltava para casa de estômago vazio: apesar das dificuldades, acabou se tornando médico

Por Carlos Valencia
26 August, 2026

Thulani Ngwenya acordava às 4:30 da manhã em KwaZulu-Natal, África do Sul.

Enquanto alguns colegas chegavam à escola de carro e outros de bicicleta, ele caminhava por até três horas por estradas escuras de inverno. Voltava para casa do mesmo jeito: a pé, com fome, sabendo que aquela seria sua única refeição do dia. Concluiu o ensino médio e trabalhou durante um ano inteiro, primeiro na construção civil e depois como assistente de professor, apenas para economizar o dinheiro de que precisava para ingressar na universidade.

O que mudou seu destino foi a Umthombo Foundation, que, desde 1999, ajuda jovens de áreas rurais pobres a estudar carreiras na área da saúde, com bolsas de estudo e tutoria contínua. Ngwenya estudou medicina entre 2008 e 2012 graças a esse apoio e hoje é o gerente médico do Bethesda Hospital, em Ubombo, a apenas 82 quilômetros de onde cresceu. Ele poderia ter ido trabalhar em uma grande cidade. Escolheu ficar: «Sempre quis ficar aqui. Acho que vou ficar».

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