Queen Esie tem 29 anos e mora em Montreal. Durante anos, raspou as pernas, as axilas e o peito, além de fazer sessões de eletrólise, que ela própria descreve como dolorosas.

Então, percebeu algo que não fazia sentido: como contou à PEOPLE, quanto mais se raspava, mais pelos tinha. Ela começou a se perguntar por que fazia aquilo e para quem. Concluiu que os padrões de beleza estão sempre mudando e são inventados. Não havia nada de errado com ela: ela simplesmente tinha muitos pelos.

Mais tarde, descobriu que os pelos do corpo são uma herança de sua tribo Wè, da Costa do Marfim, que as mulheres de sua família têm muitos pelos e que, na época de sua bisavó, isso era considerado bonito. Em 2019, ela criou o Lavender Project, um projeto de fotografia de autorretrato no Instagram para abrir uma conversa sobre os pelos do corpo feminino. Ela costurou um vestido lavanda dupla face: de um lado, os pelos do peito ficam à mostra; do outro, ficam cobertos. Sua ideia era levar as pessoas a perguntar por que isso é normal em um homem, mas não em uma mulher.


