Olhe para estas duas fotos. O mesmo homem, com vinte anos de diferença.
Acima, um menino de doze anos com um violão emprestado, sentado nos degraus do Avon Theatre em Stratford, uma pequena cidade no Canadá. Ele cantava na rua para turistas. Sua mãe solteira o criou em meio a dificuldades financeiras e o observava do outro lado da rua para que ninguém roubasse suas moedas. Ele ganhava duzentos dólares em uma boa noite. Com isso, certa vez, levou sua mãe à Disney.
Abaixo, aquele mesmo menino canta no show do intervalo de uma final de Copa do Mundo, diante do planeta inteiro.
Mas entre uma foto e outra, nem tudo foi glória.
Justin Bieber teve tudo cedo demais, e o peso o esmagou. Vieram os anos sombrios: os escândalos, as zombarias, a depressão, os problemas que quase o destruíram. O mundo, que o havia idolatrado, tratou de chutá-lo quando ele estava por baixo. Muitos o deram como acabado, mais uma estrela infantil consumida pela fama.
Mas ele voltou. Cuidou de si, se curou, amadureceu. Encontrou a paz que o sucesso precoce havia lhe roubado. E retornou, mais forte, para reconquistar o respeito que havia perdido.
É por isso que sua história emociona as pessoas para além da música. Ela nos lembra que cair não é o fim. Que é possível chegar ao fundo do poço e se reerguer. Que o menino nos degraus ainda estava lá, esperando seu retorno.
Do Avon Theatre à final da Copa do Mundo. Nunca é tarde demais para se levantar novamente.
Bravo, Justin.
