Chamavam-na de ‘Bailey Escamosa’ quando criança, e hoje ela é Miss Pensilvânia: como usou a própria pele para educar um país inteiro

Por Carlos Valencia
17 August, 2026

Bailey Pretak nasceu na Pensilvânia com ictiose lamelar, uma condição genética tão rara que afeta uma em cada 200,000 pessoas: sua pele resseca, racha e descama constantemente, sem possibilidade de cura. Quando criança, ela não entendia isso; só via o apelido que seus colegas lhe deram: «Bailey Escamosa». Eles a evitavam por medo de pegar algo que nunca foi contagioso.

Ela encontrou refúgio no palco. Lá, ela diz, «as pessoas veem os personagens que interpreto; não me julgam pela cor da minha pele». A timidez da infância transformou-se em carreira: hoje ela tem 30 anos, possui três títulos de beleza — incluindo Miss Pensilvânia — e usa cada coroa como um microfone.

Ela viaja para escolas e conferências por todo o país ao lado da FIRST, a fundação que apoia pessoas com sua condição, falando sobre bullying e pele. Ela pagou tudo do próprio bolso. «É incrível o quanto cheguei longe», diz ela, e agora busca patrocinadores para poder continuar.

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