Chamavam-na de «monstro» e «biscoito de chocolate» por causa das suas pintas, mas ela tornou-se modelo e candidata a concursos de beleza

Por Carlos Valencia
19 August, 2026

Ninguém queria brincar com Evita Delmundo durante o recreio.

Ela tinha pintas peludas por todo o rosto e corpo, além de uma marca de nascença que cobria o pescoço e os ombros. Na escola que frequentava na Malásia, chamavam-na de «monstro» ou «biscoito de chocolate», e ela passava o recreio sozinha. Aos 16 anos, pediu aos médicos que removessem as marcas, mas eles explicaram que eram demasiadas e que operá-las seria perigoso. As pintas ficariam para sempre.

O que mudou não foi a sua pele, mas ela própria. Num acampamento da igreja nesse mesmo ano, aprendeu a ver-se de forma diferente. «Aceitei que este é o corpo que me foi dado e sou grata por nunca ter mudado nada», diz ela hoje, aos 20 anos, enquanto trabalha num café de gatos que também é um abrigo para animais.

Hoje, tem mais de 133.000 seguidores no Instagram que a consideram o seu ídolo. Ela continua a sonhar com a coroa de beleza, não para esconder aquilo que a tornou diferente, mas para mostrá-lo de cabeça erguida.

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