David Deutchman tinha 86 anos quando o cancro o levou, apenas duas semanas e meia após o diagnóstico.
Antes disso, durante quase 15 anos, este avô de Atlanta, Geórgia, transformou a reforma numa missão discreta: sentar-se na unidade de cuidados intensivos neonatais do hospital Scottish Rite e segurar bebés prematuros que não tinham ninguém para os segurar.


Não era médico nem enfermeiro. Era simplesmente um homem que, após 41 anos em vendas, decidiu que o seu tempo livre era mais valioso se o passasse com os mais pequenos e frágeis.


Joanna Slade, uma enfermeira que trabalhou ao lado dele durante oito anos, disse que nunca viu um bebé chorar nos seus braços.


Quando a sua história se tornou viral em 2017, o mundo inteiro ficou a conhecer o ‘avô dos cuidados intensivos’.
E quando morreu em novembro de 2020, toda a comunidade organizou uma caravana para se despedir dele à porta da sua casa, junto da esposa Ronnie, com quem partilhou 58 anos de casamento, e das filhas Susan e Jill.
