Um sinal invisível chegou à sala de cirurgia. A equipe liderada por Samuel Achilefu desenvolveu óculos que, junto com um agente fluorescente, captam luz infravermelha próxima e a convertem em uma imagem visível. Essa imagem ajuda os cirurgiões a distinguir o tecido tumoral do tecido saudável durante uma operação.

O primeiro uso cirúrgico documentado ocorreu em 10 de fevereiro de 2014, durante uma cirurgia de câncer de mama no Siteman Cancer Center, em St. Louis. A cirurgiã Julie Margenthaler usou o sistema como um recurso auxiliar: ele não cura o câncer nem garante que todas as células malignas serão detectadas.

Em 2024, foi publicado o FAR-Pi, um sistema experimental que usa Raspberry Pi, componentes comerciais e peças impressas em 3D. Avaliado em um modelo pré-clínico, o sistema busca reduzir custos e facilitar o acesso no futuro, especialmente em lugares com menos recursos. Assim, a pesquisa explora como levar a obtenção de imagens guiada por fluorescência a mais contextos.

