Em algum laboratório da Universidade da Califórnia, Los Angeles, alguém olhou para o orçamento de pesquisa e pensou: isto não é suficiente. A ciência nos Estados Unidos vem recebendo cada vez menos financiamento, e um grupo de biólogos que passou anos estudando marmotas-de-barriga-amarela nas Montanhas Rochosas do Colorado precisava de uma saída criativa. Eles a encontraram no lugar mais inesperado.

Chama-se OnlyMarms, um jogo de palavras com OnlyFans que já provoca risadas antes mesmo de explicar do que se trata. A conta mostra marmotas fazendo o que as marmotas fazem de melhor: comer, dormir e posar sem saber que se tornaram parte de uma estratégia de financiamento científico.

O professor Daniel Blumstein, especialista em ecologia e biologia evolutiva, disse que a ideia não foi só dele. Um estudante de pós-graduação ouviu a proposta e não hesitou por um segundo: tinham de fazer isso. Assim nasceu uma das maneiras mais engenhosas —e divertidas— de manter vivo um projeto de pesquisa de longo prazo.

