A Costa Rica confiscou 352 televisores e 238 micro-ondas das prisões e desligou todas as tomadas das celas

Por Josefina Reyes
20 August, 2026

Dentro das celas da Costa Rica havia televisores ligados, micro-ondas aquecendo comida e cabos conectados à parede, como se fosse apenas mais uma casa.

Isso acabou abruptamente. A presidente Laura Fernández Delgado e o ministro da Justiça e Paz, Gabriel Aguilar, ordenaram uma operação que retirou 352 televisores, 238 fornos de micro-ondas e arrancou todas as tomadas elétricas das celas. Sem eletricidade ao alcance, sem telas, sem confortos que pareciam normais, mas estavam ali havia anos — tão normalizados que ninguém os questionava dentro do sistema prisional.

EPA

A lógica por trás disso é fria e calculada: sem tomadas, não há como operar dispositivos que muitas vezes serviam para coordenar atividades ilícitas a partir de dentro. O Governo apresenta isso como uma política de mão dura contra o crime, inspirada em El Salvador, com um objetivo declarado por Aguilar: que o Estado, e não os detentos, decida o que acontece atrás daquelas paredes.

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