Era o começo da manhã de domingo, 8 de junho de 2026, e Jessica voltava de comemorar seu aniversário com a irmã quando parou para abastecer em um posto na Rota 5, ao lado do Cerro Chena, em San Bernardo. Quatro homens desceram de um carro e a cercaram: com arma em punho, arrancaram suas joias, correntes, celular e bolsa com seus documentos e as chaves da caminhonete. O frentista saiu correndo. Sua irmã ficou paralisada. Em segundos, Jessica estava sozinha.

O que nenhum dos quatro esperava era que um deles tinha ficado para trás tentando levar a caminhonete, sem saber que seus cúmplices já tinham ido embora com as chaves. Jessica o viu. E também viu que a mangueira de combustível ainda estava conectada ao veículo. Ela a pegou, borrifou no homem o que restava da gasolina e gritou que ia colocá-lo em chamas. O ladrão fugiu sem olhar para trás.

Quando lhe perguntaram se teria acendido um fósforo se tivesse um, Jessica não hesitou: «Acho que, naquele momento, eu teria feito isso.» Os quatro criminosos ainda não foram presos.

