Stephen Marshall tinha 20 anos quando decidiu pesquisar por conta própria pessoas condenadas por crimes sexuais nos Estados Unidos. Em abril de 2006, o jovem canadense consultou o registro público do Maine, que listava fotografias, nomes e endereços.

Em 16 de abril, atirou em dois homens e os matou dentro de suas próprias casas. Primeiro, matou Joseph Gray, de 57 anos, atirando nele através da janela de sua casa. Horas depois, William Elliott, de 24 anos, foi atingido por vários tiros quando abriu a porta.

Mas a investigação revelou algo ainda mais perturbador: Marshall havia pesquisado informações sobre 34 pessoas e feito sua própria lista de 29 possíveis alvos. Ele chegou a passar de carro por outras quatro casas.
Uma das vítimas, Elliott, havia passado quatro meses na prisão por fazer sexo com a namorada, que estava a poucos dias de completar 16 anos.

Após os assassinatos, Marshall fugiu em direção a Boston. Quando a polícia o encontrou em um ônibus, ele atirou em si mesmo e morreu.
As autoridades tiraram temporariamente o registro do ar, temendo novos ataques.
O caso provocou um debate sobre os limites da justiça com as próprias mãos e os riscos de publicar os endereços de pessoas que já haviam sido condenadas.
