Debbi Wood tem 55 anos e mora em Leicester, na Inglaterra. Todos a conhecem como a mulher mais ciumenta do mundo.
Não é um exagero nem apenas um apelido qualquer: os médicos a diagnosticaram com a síndrome de Otelo, um transtorno delirante que a convence, sem evidências ou qualquer motivo real, de que seu marido, Steve, é infiel. Por isso, ela verifica o celular, o e-mail e as contas bancárias dele várias vezes ao dia. Ela instalou filtros em seus dispositivos para não ver fotos de outras mulheres. Ela o proíbe de assistir a programas de televisão nos quais elas aparecem. E, sempre que Steve volta para casa depois de resolver alguma coisa, ela o faz passar por um teste caseiro de detector de mentiras para confirmar que ele não a traiu no caminho.
Steve, que também é bipolar e tem transtorno dismórfico corporal, diz que o ciúme de Debbi se intensificou quando começaram a morar juntos. Ela entrou nessa relação após anos de dificuldades, marcados por relacionamentos fracassados e problemas com álcool. Cinco anos depois de se conhecerem, eles continuam juntos, presos a uma rotina de controle para a qual a ciência já tem um nome.
