Eilish Rothney regressou ao seu escritório em junho e ouviu um zumbido que não devia estar ali.

Trabalha como responsável pela reserva natural de Trinity Broads, gerida pelo Norfolk Wildlife Trust, em Ormesby St Michael. As vespas tinham feito o ninho nas prateleiras, serpenteando à volta de pastas e outros objetos. No início, tinha o tamanho de um livro de bolso. Entre 10 e 20 insetos entravam e saíam a todas as horas. Rothney não os afastou. Deixou-os ficar durante quatro meses.

Depois de várias semanas sem ver uma única vespa, percebeu que o outono tinha feito o seu trabalho e decidiu abrir o ninho. Teve de retirar várias camadas antes de chegar às prateleiras. Só quando se aproximou dos dossiers de argolas encontrou o que procurava: os alvéolos hexagonais onde estariam as larvas. Rothney acredita que as vespas estão a ter dificuldades devido ao calor do verão e que o seu escritório, junto a um lago e a um prado, lhes proporcionou alimento e água. Diz que, se regressarem no próximo verão, serão bem-vindas.

