Lucy Humphrey, 44, que tinha lúpus há mais de quinze anos, recebeu as piores notícias possíveis em 2019. Sem um transplante, tinha cerca de cinco anos de vida. A diálise mantinha-a viva, mas exausta, limitada, à espera de um dador que nunca chegava.

Em junho de 2021, foi com o seu companheiro, Cenydd Owen, e os seus dois cães à praia de Cold Knap, em Barry, no País de Gales. Lá, a sua doberman Indie continuava a aproximar-se de uma mulher que estava sozinha, a tricotar a poucos metros de distância. O nome dela era Katie James, tinha 40 anos e acabou por se sentar com eles no churrasco. Quando soube que Lucy estava à espera de um rim, disse algo que ninguém esperava: tinha acabado de se registar como dadora e estava disposta a dá-lo a qualquer pessoa que precisasse dele.

Os testes confirmaram o impensável: eram 100% compatíveis, uma coincidência de 1 em 22 milhões. O transplante teve lugar em outubro de 2022 no Hospital Universitário do País de Gales, em Cardiff. Hoje, Lucy voltou a comer e beber o que quiser, e Katie, a rir, diz que a única desvantagem de doar um rim foi ficar para sempre exposta às piadas de Cenydd.

