Um cachorro de rua parou em frente à porta, com a cabeça baixa e o peso da fome sobre si.
Gerardo Ortiz, dono do restaurante Ajilalo, no Peru, não o expulsou. Serviu-lhe um prato quente, feito especialmente para ele. Isso foi há quase dez anos, e ele não parou desde então.

A notícia se espalhou entre os cães de rua do bairro como o cheiro de comida. Agora, vários chegam todas as noites, alguns já conhecidos, outros novos, que se aproximam timidamente para ver se o boato é verdadeiro. E sempre é. Longe de se incomodarem, os clientes humanos também começaram a trazer sua própria oferta de carinho e comida.

«Para mim, eles são os melhores clientes», diz Gerardo, que aprendeu com a mãe a não fazer distinção entre ajudar uma pessoa ou um animal. «Eles não nos pagam com dinheiro, mas nos pagam com sua alegria e abanando o rabo.»

