
Ela estava vivendo sem um lar, sofrendo bullying na sala de aula, e havia violência em sua casa. Mas, no trajeto de ônibus para a escola, uma mulher de cabelos brancos na casa dos sessenta ouviu algo que mudaria seu ano: a menina não tinha dinheiro para a viagem de formatura. Ela parou o ônibus, entrou no escritório do diretor e colocou oitenta dólares sobre a mesa. «Deixe a menina ir na viagem.»
Ela não era a única. Sua professora de ciências, Sra. Bernard, sabia que a família não tinha onde morar. De vez em quando, ela lhe pagava vinte dólares para limpar a sala de aula — só para que pudesse comprar uma pizza ou fazer algo especial no aniversário. A diretora deixava que ela pegasse comida extra da cafeteria, algo que não era permitido para mais ninguém.
Mas a pessoa que deixou a marca mais profunda nela foi o Dr. Khan, seu professor de biologia marinha. Eles conversavam sobre tubarões, sobre baleias — nunca golfinhos, ele não gostava deles — e sobre música. Naquele ano, ela havia mudado de escola, estava cuidando do irmão mais novo, e seu padrasto era violento em casa. No Natal, Dr. Khan lhe deu dois presentes: biscoitos de sal marinho que sua esposa havia assado e um CD com todas as músicas que eles já haviam mencionado em aula, misturadas com vídeos de seus animais favoritos. No cartão, ele escreveu: «Lembre-se, você sempre pode falar comigo.»
