Ela fingiu uma gravidez por meses e saiu de um hospital com uma menina recém-nascida que não era sua

Por Pablo Román
18 August, 2026

Em 17 de junho de 2009, Eleonor Alejandra Marín Mendoza, de 26 anos, saiu de um hospital na Cidade do México carregando uma sacola de presente. Dentro havia uma menina recém-nascida.

Mas a menina não era sua filha.

Horas depois, Marín Mendoza e seu marido foram presos em um motel, e a menina, Katya Valentina, foi devolvida em segurança aos pais. Ela acabou sendo condenada a 13 anos de prisão por sequestro.

O aspecto mais surpreendente do caso é que, durante meses, Marín Mendoza conseguiu convencer o marido, os parentes e até os médicos de que estava grávida.

Depois de sofrer vários abortos espontâneos, ela começou a fingir outra gravidez. Chegou até a ganhar uma quantidade considerável de peso para simular uma barriga e, como trabalhava no departamento de obstetrícia e ginecologia do hospital, manipulou seus próprios registros médicos.

Segundo sua versão dos fatos, ela havia combinado com outra mulher grávida que receberia o bebê dela após o nascimento. No entanto, a mãe da menina negou completamente essa história e disse que nenhum acordo jamais existiu.

No dia do sequestro, Marín Mendoza teria entrado no quarto da mãe se passando por assistente social. Pouco depois, a recém-nascida desapareceu.

A história agora é recontada em «A Child of One’s Own», o novo docudrama dirigido pela cineasta chilena Maite Alberdi, que combina reconstituições dos acontecimentos com entrevistas com a própria Marín Mendoza, a mãe do bebê, o juiz e especialistas que analisaram seu caso.

Mais de uma década depois, Marín Mendoza diz que sua obsessão em se tornar mãe estava ligada à enorme pressão que sentia da família e do meio ao seu redor.

Mas uma mentira que começou com uma gravidez falsa terminou com uma menina recém-nascida dentro de uma sacola e uma mulher condenada à prisão.

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