Tiana Krasniqi tinha 31 anos quando viu o marido morrer em uma cadeira de execução no Texas.
Tudo começou com um simples e-mail acadêmico. Ela estava fazendo mestrado em direitos humanos em Londres e escreveu para James Broadnax, de 37 anos, que havia sido condenado à morte por um duplo homicídio ocorrido 20 anos antes em Garland. Ela queria estudar o racismo no sistema judiciário, não se apaixonar. Mas as ligações diárias se multiplicaram e, quatro meses depois, ele pediu que ela fosse sua namorada. Tiana viajou para o Texas, deixou sua filha de 9 anos na Inglaterra e dividiu sanduíches de frango com James através de um vidro espesso durante visitas que duravam no máximo quatro horas.

Ao investigar os autos do caso, ela descobriu algo que a abalou. O DNA de James nunca apareceu na arma ou nas vítimas, mas o de seu primo apareceu. Quando marcaram a data da execução, eles se casaram com as mãos separadas pelo vidro, incapazes de se beijar. Quinze dias depois, Tiana o viu convulsionar na maca enquanto ele jurava ser inocente. A injeção letal levou 40 minutos para matá-lo. Ela gritou «Eu te amo» através do vidro até o fim.

