Aos 2 anos, um beijo de um familiar transmitiu-lhe herpes: o rosto ficou coberto de bolhas, e oito meses de antibióticos não conseguiram curá-la

Por Carlos Valencia
13 October, 2026

No dia em que Sienna completou dois anos, em outubro de 2015, acabou numa cama de hospital com um soro no braço. Tinha deixado de comer.

Tudo começou com algumas aftas que, segundo a mãe, apareceram do nada. Em pouco tempo, espalharam-se pelas bochechas e acima dos olhos, até que, nas palavras de Savina French-Bell, de 21 anos, parecia que alguém lhe tinha atirado ácido à cara. Os médicos diagnosticaram herpes, um vírus que, segundo o relato da família, a menina pode ter contraído ao beijar um familiar.

As noites eram as piores. A pele colava-se às almofadas e havia sempre sangue. Savina lavava os lençóis todos os dias, deitava fora as roupas manchadas e tentava impedir a menina de se coçar, embora Sienna procurasse qualquer sofá para esfregar o rosto. Oito meses de antibióticos não conseguiram travar a infeção. Segundo ela, os médicos não faziam ideia do que a tinha causado, e o eczema grave da menina tornava tudo ainda mais difícil.

Ela melhorou quando lhe receitaram flucloxacilina para tratar o eczema. Desde então, a infeção não voltou. Hoje, Savina pode sair à rua sem ouvir comentários ofensivos, e aqueles que costumavam tratar mal a filha ficam agora espantados quando veem como o rosto dela sarou.

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