Suzanne tinha seis anos quando desapareceu junto com seu irmão mais novo.

Sua mãe, Sandra Brandenburg, cumpria trinta dias de prisão por emitir cheques sem fundos quando voltou para casa e encontrou tudo vazio. O homem que se apresentava como seu padrasto, Franklin Floyd, havia levado as crianças sem deixar vestígios. Suzanne cresceu mudando de nome e identidade repetidamente, até se tornar Sharon Marshall: a estudante que se formou com honras na Geórgia e ganhou uma bolsa de estudos em engenharia aeroespacial que jamais poderia usar, porque Floyd não a deixaria ir embora.

Aos vinte anos, ela se casou com ele em Nova Orleans, sem saber — nem poder dizer — que aquele homem era o mesmo que a havia arrancado de sua família quatorze anos antes. Ela teve um filho, Michael, que também acabaria desaparecendo após uma confissão arrepiante do próprio Floyd. Seu irmão Phillip só foi encontrado em 2019, quatro décadas depois. A verdadeira identidade de Suzanne só veio a público em 2014, quando Floyd, já condenado, finalmente decidiu dizer seu verdadeiro nome: Suzanne Marie Sevakis.

