Ele ficou morto por 14 minutos após ser eletrocutado, acordou de um coma com metade do corpo queimada e passou por 33 cirurgias

Por Carlos Valencia
10 June, 2026

Darren Harris tinha 33 anos quando tocou em um painel elétrico em que ninguém deveria ter tocado. Era 2020, em um prédio abandonado em Wolverhampton, e ele acreditava que a energia havia sido cortada. Não havia sido: 11,000 volts — energia suficiente para abastecer 980 casas e 78 fábricas — atravessaram seu corpo em um instante. Os médicos o declararam clinicamente morto por 14 minutos. Ele morreu duas vezes naquela noite.

Jam Press/Darren Harris

Quando ele voltou, os danos eram devastadores. Queimaduras de terceiro grau em metade do corpo, antebraços carbonizados até o osso, 29 dias em coma. Depois vieram três episódios de sepse, falência total dos rins e mais de 33 cirurgias: enxertos de pele retirados das pernas para reconstruir o estômago, o rosto e os braços. Ele perdeu as duas orelhas e parte do nariz. A dor física era brutal, mas o que quase o derrotou foi o invisível: o transtorno de estresse pós-traumático que ninguém conseguia ver por fora.

Jam Press/Darren Harris
Jam Press/Darren Harris

Hoje, Darren vive em Middlesbrough e ainda está lutando. Ele precisa de uma cirurgia de reconstrução facial que custa cerca de 130,000 dólares, e já arrecadou perto de 20,000 graças a uma campanha de financiamento coletivo. Ele não está pedindo piedade — está pedindo a chance de olhar no espelho e se reconhecer. Depois de tudo o que sobreviveu, isso parece ser o mínimo que ele merece.

Jam Press/Darren Harris

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