Em 2019, um zelador que fazia reparos na North Canton Middle School, em Ohio, encontrou algo coberto de poeira atrás de um conjunto de armários: a carteira de uma mulher que havia ficado presa ali por 62 anos, exatamente desde 1957.

Dentro havia fotos em preto e branco de amigos, familiares e um cachorro, uma tabela de jogos de futebol americano do North Canton Vikings, lápis, uma régua, maquiagem, um pente e 26 centavos em moedas. Um retrato perfeito da vida cotidiana de uma adolescente nos anos 50. A escola recorreu ao Facebook para encontrar a dona, e os usuários conseguiram identificá-la: Patti Rumfola, que havia sido aluna da Hoover High School em 1957 e se formou em 1960. O problema era que Patti havia morrido em 2013, aos 72 anos, depois de se aposentar como professora em Annapolis, Maryland.


A carteira foi devolvida aos seus cinco filhos, que a abriram juntos durante uma reunião de família. Lá dentro, encontraram aquela versão jovem da mãe que nunca haviam conhecido. Cada um ficou com uma moeda de 1 centavo de trigo como lembrança. No mesmo ano em que Patti perdeu a carteira, o mundo viu o lançamento do Sputnik 1, as cenas finais de «I Love Lucy» e a morte de Humphrey Bogart. A carteira não guardava apenas objetos: guardava um ano inteiro.
